segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Conceituando hipertexto



Hipertexto consiste nos tópicos e nas suas ligações, os tópicos podem ser parágrafos, frases, expressões ou simples palavras. Um hipertexto é como um livro impresso no qual o autor tem disponíveis um par de tesouras para cortar e colar pedaços de outros textos, de tamanho conveniente. A diferença é que um hipertexto eletrônico não se dissolve num desordenado conjunto de anotações, o autor define a sua estrutura na forma como cria as ligações entre essas anotações. Hipertexto, no seu nível mais básico, é um manipulador de bases de dados, que permite ligar páginas informativas usando links que os associam. Num nível mais alargado, hipertexto é um ambiente de software em que se realiza trabalho colaborativo, comunicação, e aquisição de conhecimentos. As características deste software estimulam o cérebro para armazenar e recuperar informação, fazendo uso de links para um acesso rápido e intuitivo.


Diário de Bordo


Hipertexto



 Os hipertextos são formados por várias camadas de informação que se sobrepõem e interagem na leitura do documento, na construção do sentido, ultrapassa os limites da página impressa como um agente físico delimitador da informação e do livro como uma unidade física, única, completa. O discurso do texto tradicional escrito é sequencial e não permite ligações e conexões extratextuais em tempo real nos múltiplos elementos, como som, imagem, vídeo, entre outros. Ao passo que, o hipertexto ou hiperdocumento abre múltiplos caminhos de leitura, que cabe a cada um explorar, seguindo o seu próprio percurso, através de links. Os elementos da hipertextualidade fizeram uma revolução perante o ato de ler. Na leitura digital o texto não se apresenta com páginas dentro de uma sequência, mas sim como uma rede que leva o leitor por vários caminhos. Ao percorrer o texto, cada leitor segue a sua linha de leitura, seguindo uma estruturação muito semelhante à do pensamento humano. O desenvolvimento do hipertexto abriu novos caminhos ao experimento literário e fez surgir novos gêneros e tendências. Ao decidir sobre os seus percursos de exploração do texto, as associações que estabelece e como o faz, o leitor adquire um novo papel mais ativo e colaborativo do que o que lhe é reservado pelo texto clássico, o eixo de ensino deixar de ser única e exclusivamente a figura do docente que detém o conhecimento, e se voltar para o aluno, para a construção dos saberes através de leitura, pesquisa.              

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