domingo, 14 de agosto de 2011

REFLEXÕES INICIAIS

                             
 Conforme, Juan Ignacio Pozo em seu artigo “A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento”, estamos presenciando um momento paradoxal no que se refere ao processo de aprendizagem. Isso pelo fato da sociedade, incluindo a escola, não absorver todos os benefícios educacionais das TICS . É um universo inesgotável de informações, que predispõe os indivíduos a buscar informações, mas que não consegue produzir conhecimentos  a partir delas. Tudo isso se deve ao que Pozo caracteriza como uma “ nova cultura de aprendizagem”. As TICS estão impondo uma forma de distribuição do conhecimento na sociedade e para a  escola.
 Partindo da ideia de que qualquer indivíduo pode utilizar dessa tecnologia e que poucos conseguem dialogar com ela, já que as mesmas exigem uma série de elementos cognitivos para a sua compreensão. A  escola,já não é a primeira fonte de conhecimento para os alunos e, as vezes, nem mesmo a principal,em muitos âmbitos.
 Segundo Pozo, a escola deve formar alunos que consigam dar sentido 'a informação de novas habilidades e competências de aprendizagem e de conversão em estratégias de utilização dessas  TICS na formação cidadania.
 Os programas voltados para a TICS tem como preocupação principal a capacitação dos professores. Várias pesquisas tem sido desenvolvidas, na formação dos educadores, na prática do uso de tecnologias e na pesquisa cientifica. É uma ação que  a longo prazo, trabalha com a mentalidade do profissional formado em uma época que a tecnologia digital era algo muito distante da sociedade e dos cursos de formação dos docentes.
 Para Pozo, os diferentes currículos devem possibilitar as competências: aquisição de informação, interpretação da informação,análise da informação, compreensão da informação e  comunicação da informação. É uma mudança radical no tradicional modo de ensinar dos professores, exigindo uma nova mentalidade por parte dos educadores.





Diário de Bordo

 A formação inicial garante o tratamento sistemático dos conhecimentos do professor como especialista, pensador e cidadão,dos saberes que produz em seu cotidiano dão-lhe a segurança e a serenidade para o trato com os alunos .Nessa perceptiva ,a formação continuada não apenas se reporta à atualização do professor ,mas principalmente permite o distanciamento crítico necessário para uma reflexão mais profunda ,que analise e consolide os saberes da prática ,evitando que se transforme em simples senso comum. A escola impõe uma predisposição por meio de ações pouco valorizadas na vida acadêmica. No entanto ,o papel da escola e as atribuições que ela pode propiciar aos indivíduos nunca foram de tanta importância como agora .Porém , a medida que ela impõem uma agenda ,que nega e castra a predisposição de aprendizagem que as pessoas tem ,passa a ser contra produtiva .com isso ela ainda esta preparando profissionais obsoletos e tornando-se dispensável neste novo cenário de inúmeras oportunidades de aprendizagem que se descortina. Devemos cultivar na educação seja on-line ou presencial, esse brilho nos olhos ,que se vê em crianças e adultos quando vislumbram a possibilidade de atuar no mundo,empreender projetos,melhorar a vida das pessoas ,imaginar o que não existe ,subverter a ordem ,construir,destruir e vida das pessoas,imaginar o que não existe ,subverter a ordem ,construir a ordem,construir ,destruir e reconstruir. Assim, o professor tem de ser formado para ser, sobretudo um mediador,processo altamente complexo em uma sociedade marcada pela desigualdade social como a nossa. 




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