A cigarra e a Formiga
Tendo a cigarra em cantigas
Folgado todo Verão,
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
Não lhe restava migalha
Que trincasse,a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brio,
Algum grão com que manter-se
Até voltar o acesso estio.
"Amiga(diz a cigarra)
Prometo, a fé d' animal,
Pagar-vos antes de agosto
Os juros e o principal"
A formiga nunca empresta,
Nunca dá, porisso ajunta...
"No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
Responde a outra "Eu cantava
Noite e dia ,a toda hora"
"Oh!Bravo!(torna a formiga)
Cantavas?pois dança agora!"
B.M Curvo Semedo
Nenhum comentário:
Postar um comentário